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Plano de autogestão faz diferença em balanço financeiro Enviado em 15 de Jun de 2023

Paulo Bittencourt, CEO do Plano Brasil Saúde, fala sobre as vantagens para as operadoras de saúde e empresas que investiram em atendimento primário em 2022

As operadoras de saúde e planos de autogestão, que investiram em atendimento primário de saúde e prevenção, conseguiram alcançar bons resultados financeiros em 2022. Enquanto 43% das operadoras médico-hospitalares fecharam o ano com prejuízo operacional acumulado de R$ 11,5 bilhões, o segmento das administradoras de benefícios lucrou R$ 555,57 milhões, e foi o único que registrou lucro no setor.

Mas o que gerou essa crise entre os planos de saúde tradicionais? Analisando o setor como um todo, é possível verificar que as operadoras que continuam atuando de modo tradicional, com serviços de prateleira, no qual o usuário escolhe o que tem e o que não tem que fazer, não estão mais atendendo aos acionistas, e isso devido a sinistralidade que tem aumentado significativamente.

Ao avaliar a atuação das empresas que investiram em atendimento primário de saúde e prevenção, é possível verificar que elas conseguiram alcançar bons resultados. Algumas healthtechs, como a Plano Brasil Saúde, por exemplo, especializada em gestão de saúde corporativa, tem obtido crescimento muito forte. Encerrou o ano de 2021 com 4.966 vidas, 2022 com 13.331 vidas e no início de 2023 está com 15 mil vidas. Ao final deste ano pretende finalizar atingir 40 mil vidas e chegar a 60 mil vidas em 2024.

Com a sinistralidade controlada a receita da Plano Brasil também cresceu, passando de R$ 3 milhões para R$ 12 milhões, resultando em uma taxa de resolução de 82% e o ticket médio de R$ 172,00, ou seja, conseguiu controlar, na parte ambulatorial, o sinistro da massa que está que está sendo atendida.

Estimativas do setor mostram que 20% dos usuários de planos de saúde vão gastar 80% dos recursos, o que tem provocado o aumento da sinistralidade. Portanto o ideal é focar nesses 20%, visando evitar que estes usuários fiquem ainda mais doentes. Para atingir esse objetivo o Médico da Saúde da Família é a melhor opção. Este modelo traz benefícios não só para o usuário, mas também para a empresa que terá menos absenteísmo, e para o plano de saúde, com uma sinistralidade menor, contribuindo com o sistema e reduzindo os desperdícios.

Outra medida para controlar a sinistralidade hospitalar, adotada pelo Plano Brasil Saúde, são as Unidades Resolutivas de Saúde. Estas unidades visam evitar os eventos adversos em unidades de emergência, onde as operadoras perdem o controle do usuário, que fica suscetível ao que as emergências vão fazer, bem como com as condutas que as unidades de hospitais da rede credenciada vão adotar.

Nesses casos, o atendimento ao usuário é como se fosse um cheque em branco que a operadora coloca na unidade hospitalar, perdendo o controle da estrutura para segurar os custos de sinistralidade. O objetivo destas unidades é trabalhar sem desperdício, prestar um atendimento justo e correto para a saúde do beneficiário, trazendo mais produtividade para o sistema.

 

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